Projetos ambiciosos tentam levar internet a todos os cantos do planeta

Os satélites de baixa órbita repetiram o mesmo plano em vários projetos de conexão. Embora ainda incipiente, a tecnologia já atraiu a atenção de milhares de clientes. Veja o Starlink da SpaceX como exemplo: mais de 700.000 pessoas se inscreveram para comprar o serviço nos Estados Unidos, e a meta é atingir 5 milhões de assinantes nos próximos anos.

Órbita baixa

Os principais satélites de comunicações, recebem o nome de satélites geoestacionários (GEO), sobrevoam o planeta terra a uma distância de 36 mil quilômetros de distância da superfície.

Um diferencial de satélites que ficam posicionados nesta órbita baixa é que por estarem na mesma posição em relação à Terra, os satélites podem cobrir regularmente uma área específica sem interromper ou realocar a antena de coleta de sinal.

Tais satélites (LEOs) estão a 500 a 2.000 quilômetros da superfície da Terra. Como esses artefatos viajam mais rápido e mais curtos, há menos tempo (ou seja, tempo de espera) necessário para enviar e receber dados.

Portanto, o objetivo do projeto de conexão de satélite de baixa órbita é cobrir todas as áreas da Terra por meio de uma Internet rápida e de alta qualidade. Além do risco de colisões entre satélites, também é discutida a quantidade de detritos espaciais que esses projetos podem gerar.

Movimento espacial da AST

A AST foi fundada em 2017 e está empenhada em criar diversos satélites chamados SpaceMobile. Com o intuito de trazer banda larga aos smartphones dos usuários diretamente do espaço, sem adicionar outros dispositivos, fazer download de aplicativos ou modificar o hardware do telefone.

Segundo o porta-voz da empresa, a ideia do projeto é complementar os serviços de banda larga e comunicação existentes para fornecer cobertura móvel global mesmo nos lugares de difícil acesso e mais isolados do mundo.

Há exatos dois anos (04/19), a AST lançou um satélite experimental chamado BlueWalker 1 como base para testar a tecnologia. Após a fusão da New Providence com a AST no final do ano passado, para testar novas tecnologias e cooperar com a Vodafone, Rakuten e America Tower.

Para isso, a empresa quer lançar o segundo satélite de teste BlueWalker3 no final de 2021. A previsão é que a primeira fase do projeto perdura até meados de 2022, quando será lançado o primeiro lote de 20 satélites comerciais. Para a segunda fase, está previsto o lançamento de mais 148 satélites, previstos apenas para 2023.

A AST planeja lançar o satélite a uma altitude de 700 quilômetros. A empresa planeja oferecer Internet 4G para mais de 49 países, permitindo que mais de 700 milhões de pessoas que  atualmente não possuem acesso à internet, possam fazer o uso de tal tecnologia. 

A intenção da empresa é que em 2023 o número de pessoas conectadas seja de 9 milhões, e o lucro estimado é de U$181 milhões, o que é cerca de U$20 por assinante. Em 2024, a empresa deve ter 44 milhões de usuários.

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